Esperança, paciência e persistência: talvez essas sejam algumas das principais coisas capazes de concretizar o progresso. A cada segundo, o planeta gira mais um pouco. Borboletas batem as asas. Como Heráclito já dizia, "ninguém se banha duas vezes nas águas do mesmo rio"; tudo se encontra em constante mudança.
Mas a que se deve essa mudança?
À persistência e paciência da borboleta na luta contra o casulo que antes a protegia. À esperança que ela tem de um dia poder voar; de fazer tudo o que tem direito durante as vinte e quatro horas que lhe são dadas para viver. Encontrar um parceiro, acasalar... pôr ovos! Carregar a responsabilidade de perpetuar a sua espécie.
Tudo o que a borboleta pode fazer em um único dia, nós, seres humanos, podemos fazer num período muito maior. Errar, errar de novo, e mais um pouco, até acertar. Perseguir um sonho, correr atrás dele por aí, pisando ora em solos rochosos e pontiagudos, ora a grama.
Podemos parar à beira de uma cachoeira, dar um mergulho e revigorar a energia das nossas esperanças. Colher maçãs, sorrir com as pessoas que amamos, beijá-las o máximo que conseguirmos, e seguir em frente. Saber, quando a fadiga chegar, que mais adiante encontraremos outra cachoeira, e que, talvez, esta traga com ela a presença das mesmas pessoas que antes estavam conosco; que sempre vão estar.
Não só os seus aniversários, mas todos os dias são especiais. Ruins ou bons, todos colaboram para o seu crescimento como pessoa. Como pessoa humana. Às vezes faz bem pegar todos esses dias acumulados de qualquer jeito no canto do seu quarto, sentar no cantinho da cama para relê-los, arrumá-los na ordem certa e guardá-los na mochila que vai te acompanhar por toda a vida: a sua consciência.
Finalmente, façamos um brinde àquela borboleta que um dia saiu do casulo!
Um brinde a você.
