Enquanto o mundo enlouquece,
Vou observando
O mundo enlouquecendo.
Vejo o quanto - e como - falam dos outros;
É frio,
é hostil.
Vou entendendo
Que mesmo sem conversar com você,
Já tenho que te julgar...
"Mas, ei, é pra me proteger!"
E no Instagram?
Tudo é lindo!
As redes sociais definem para onde estás indo?
Ah, mas não para por aí...
E quando matam?
Estupram?
Odeiam?
Só por odiar?
Ah, sim...
Porque achou feio, porque é doente
Odeia porque é diferente,
Ao invés de conhecer...
Francamente...
Fracas mentes!
Sinta, rapaz! Sente!
Muda essa tua maneira de pensar!
Só assim a gente pode chegar lá...
Paz.
Ah, você é perfeita, então?
Ah, não!
De novo esse dilema.
Estou longe da perfeição,
Mas a indignação
Me faz escrever este poema.
Vou morrendo por dentro.
E vou vivendo,
Nascendo de novo!
Para este mundo?
Talvez eu que seja a louca.
Há esperança?
Claro que há...
Depois de tanto pensar,
o devaneio foi embora!
Percebi quanta coisa tenho pra fazer agora.
Que cabeça oca, vou aqui lavar a louça!
E a sociedade segue. Louca.
Flores de Areia
Tudo a ver com nada específico.
domingo, 10 de setembro de 2017
domingo, 6 de outubro de 2013
Mentes?
Saio andando pela rua; ainda é cedo. De início, o barulho gerado pelo confronto dos meus saltos altos com o asfalto são quase ensurdecedores. Depois de um certo ponto, ao se misturarem aos muitos sons advindos das outras tantas atividades alheias, os meus saltos emudecem. Parecem querer analisar o ambiente junto a mim.Me direciono a um dos poucos bancos desocupados naquela praça que tanto frequento. Ao sentar, observo crianças brincando com os seus balões coloridos, gargalhando alto e em bom tom, senhores de idade de mãos dadas... aulas de ioga.
Só então o meu olhar para em um senhor de idade, maltrapilho, que acena para as famílias que se divertem. É uma figura familiar; sempre por ali. Ele tem os olhos azuis, assim como os meus.
Os peculiares olhos do homem encontram os meus e os fitam por alguns instantes. Ele ajeita os óculos tortos e se levanta com esforço do banco onde estava sentado. Distraída, desvio o meu foco de atenção; rapidamente, este se vê encurralado em um espaço restrito pela minha própria mente.
Os peculiares olhos do homem encontram os meus e os fitam por alguns instantes. Ele ajeita os óculos tortos e se levanta com esforço do banco onde estava sentado. Distraída, desvio o meu foco de atenção; rapidamente, este se vê encurralado em um espaço restrito pela minha própria mente.
A sociedade é intrigante; sempre foi. O limite tênue que separa uma pessoa tida como saudável de um indivíduo psicologicamente "doente" é imprevisível: o gatilho pode ser qualquer coisa.
Guerras. Conflitos. O que faz um indivíduo da raça humana querer matar o outro por prazer? Somos a única raça que mata por esporte. Por gozo. Por diversão.
A humanidade como um todo deveria ser mais do que ganância, do que mentes distorcidas e complexas. Mais do que vazia.
Desperto dos meus devaneios e noto alguém sentado ao meu lado. À minha direita, encontro os mesmos olhos azuis que me fitavam à distância, momentos antes. O mendigo se inclina para frente, calado, enquanto aprecia a minha perplexidade. Depois de alguns segundos, ele quebra o silêncio:
- Mentes?
- O que disse? -, pergunto, ainda desconfiada.
- Mentes? -, ele repete, mostrando a praça.
- Como assim?
- Interprete como quiser.
Ele me olha, divertido. Sorri.
- Veja bem: as palavras podem ser interpretadas de acordo com o que predomina na cabeça de cada um. "Heil Hitler" provocava extrema repulsa em pessoas que sabiam o que ocorria com os oprimidos na Segunda Guerra. Em outros, aquele gesto significava o apoio a uma Alemanha melhor; vencedora.
Ainda com um olhar jocoso, o homem tira os óculos e continua:
- Também observo as pessoas, sabe? As mentes. Se mentem. Se riem. O que fazem. E cheguei a uma só conclusão: elas se perdem. Se perdem porque nunca se acharam! As peças que elas juntam para construir uma personalidade própria são derivadas de experiências vividas, que se moldam de acordo com os conceitos já enraizados em suas próprias cabeças. Elas se somam. E sofrem metamorfose constante. Ah, a senhora já deve estar me achando louco a esta altura... e aí eu te pergunto, moça: quem te garante que o louco aqui sou eu?
Imediatamente, eu abro os olhos. Faço esforço. A camisa-de-força ainda me envolve, e a praça não existe mais. Na verdade, nunca existiu. Menti para a minha consciência. Menti para o homem que tinha os olhos azuis; azuis como os meus.
Texto dedicado a Aristides Pupo. :)
Ainda com um olhar jocoso, o homem tira os óculos e continua:
- Também observo as pessoas, sabe? As mentes. Se mentem. Se riem. O que fazem. E cheguei a uma só conclusão: elas se perdem. Se perdem porque nunca se acharam! As peças que elas juntam para construir uma personalidade própria são derivadas de experiências vividas, que se moldam de acordo com os conceitos já enraizados em suas próprias cabeças. Elas se somam. E sofrem metamorfose constante. Ah, a senhora já deve estar me achando louco a esta altura... e aí eu te pergunto, moça: quem te garante que o louco aqui sou eu?
Imediatamente, eu abro os olhos. Faço esforço. A camisa-de-força ainda me envolve, e a praça não existe mais. Na verdade, nunca existiu. Menti para a minha consciência. Menti para o homem que tinha os olhos azuis; azuis como os meus.
Texto dedicado a Aristides Pupo. :)
terça-feira, 21 de maio de 2013
Mundo Mudo.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Vento
Eu quero um ventoQue mude o meu prumo,
Eu quero um tempo
Pra revolucionar o meu mundo.
Confusão? Não, senhor...
Eu quero algo são.
Quero algo que possa ser vivido sem pudor,
um amor que não precise de perdão.
Situar o meu rumo,
Definir uma rota de escape profundo,
Que não grite palavras sem fundo.
Voar sem precisar justificar.
Sorrir sem precisar explicar.
Uma mente na qual eu possa confiar,
Que não tenha medo de no meu ombro pousar...
Sem receio de por lá ficar.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Dia comum?
Sentada na janela, eu observava o movimento lá fora. Guarda-chuvas de todas as cores bailavam para lá e para cá em meio à chuva. Algumas pessoas apressadas falavam ao celular freneticamente, enquanto outras roíam as unhas, estressadas porque não tinham como se proteger do dilúvio; iam chegar molhadas em casa.
Buzinas, muitas buzinas! Um carro passou na frente do outro de súbito. Não colidiram por pouco.
Os meus devaneios sobre a velocidade do tempo e da vida foram interrompidos por uma visão interessante:
Um sinal verde para pedestres. Uma poça de água. Dois pares de mãos docemente enrugadas pelo tempo entrelaçavam-se como cúmplices.
Acompanhei o casal que me chamou a atenção; não deviam passar dos seus 70 anos e se divertiam na chuva, sem precisar de proteção. Molhados, gargalhavam e moviam-se em um ritmo que tomava forma: valsa, eu diria. Entre um selinho e outro, ele a tomava nos braços e a fazia girar.
Sorri junto com eles. O que os diferenciava das outras pessoas era simplesmente a cor que aprenderam a levar nas suas respectivas almas; não precisavam de guarda-chuvas coloridos.
O sinal fechou, e eles tinham atravessado a rua e virado a esquina em um piscar de olhos... assim como a vida faz.
- Desça daí, menina, você vai se machucar.
Meu pai acabava de chegar do trabalho; ele estava ensopado.
Sorri novamente. Acho que eu não preciso mais de guarda-chuvas, afinal.
Buzinas, muitas buzinas! Um carro passou na frente do outro de súbito. Não colidiram por pouco.
Os meus devaneios sobre a velocidade do tempo e da vida foram interrompidos por uma visão interessante:
Um sinal verde para pedestres. Uma poça de água. Dois pares de mãos docemente enrugadas pelo tempo entrelaçavam-se como cúmplices.
Acompanhei o casal que me chamou a atenção; não deviam passar dos seus 70 anos e se divertiam na chuva, sem precisar de proteção. Molhados, gargalhavam e moviam-se em um ritmo que tomava forma: valsa, eu diria. Entre um selinho e outro, ele a tomava nos braços e a fazia girar.
Sorri junto com eles. O que os diferenciava das outras pessoas era simplesmente a cor que aprenderam a levar nas suas respectivas almas; não precisavam de guarda-chuvas coloridos.
O sinal fechou, e eles tinham atravessado a rua e virado a esquina em um piscar de olhos... assim como a vida faz.
- Desça daí, menina, você vai se machucar.
Meu pai acabava de chegar do trabalho; ele estava ensopado.
Sorri novamente. Acho que eu não preciso mais de guarda-chuvas, afinal.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Vida
O melhor da vida é se agarrar a ela e não soltar nunca mais... é deixá-la correr tendo você como guia, do Brasil ao Japão. É sorrir ao invés de lamentar quando ela te leva por caminhos tortuosos; com certeza isso te impedirá de escorregar n
os seus próprios tormentos no caminho de volta.
Algumas vezes ela te solta no chão para que você aprenda a andar por si só e te presenteia com sapatos novos dos mais diversos tamanhos, para que você se adapte às adversidades que ela proporciona.
É ela quem coloca as pessoas na sua frente, para que você construa amores e amigos.
Nos dias de sol, ela diz: "não esqueça do protetor solar".
Nos dias de chuva, ela te dá uma sombrinha, só pra ver você encontrar aquele casaquinho bem quentinho...
Ah, a vida é tão linda! Champanhe para ela; um brinde... ou dois, três, quatro! Aproveite.
Algumas vezes ela te solta no chão para que você aprenda a andar por si só e te presenteia com sapatos novos dos mais diversos tamanhos, para que você se adapte às adversidades que ela proporciona.
É ela quem coloca as pessoas na sua frente, para que você construa amores e amigos.
Nos dias de sol, ela diz: "não esqueça do protetor solar".
Nos dias de chuva, ela te dá uma sombrinha, só pra ver você encontrar aquele casaquinho bem quentinho...
Ah, a vida é tão linda! Champanhe para ela; um brinde... ou dois, três, quatro! Aproveite.
domingo, 13 de maio de 2012
Para a Melhor Mãe do Mundo
Eu, sinceramente, não sou capaz de mensurar a sorte que eu tenho em ter você como mãe.
Muito antes de estar acolhida no seu ventre, eu já sabia: o meu amor por você seria muito maior do que qualquer outro amor. Além de filha, você me criou como a sua melhor amiga. Nunca precisei (ou quis) fazer nada escondido em toda a minha vida, e, se algo der errado, você é a primeira pessoa a quem eu recorro. Você foi, é e sempre vai ser o meu cais; a minha vida.É uma EXCELENTE profissional, uma mãe fenomenal e uma companheira excepcional, tanto para a família como para os amigos. Você me ensinou a ter respeito ao próximo, a sorrir para quem está perto de mim. Me ensinou a andar, a correr e a perseguir os meus sonhos. Sempre do meu lado!
Na hora das broncas, é a pessoa mais firme que eu conheço. Soube me disciplinar como ninguém. Discussões? O diálogo sempre resolve! "Seja clara e verdadeira. Não esconda o que você está sentindo, não vale a pena acumular rancor. Está magoada com alguém? É simples: converse com esta pessoa sobre isso", você diz. É. Mais uma vez, não poderia ser mais simples!
Sempre emanando alegria, boas energias. Atrai todos à sua volta. "Olha, Lice chegou! Uhuu, a festa começou!"
Para mim, graças a Deus, a festa começou desde que eu nasci e olhei para você, Clarice Saba. O calor dos seus braços me renova. O seu sorriso me ilumina, mãe.
"Nunca se esqueça, nem um segundo,
Que eu tenho o amor maior do mundo,
Como é grande o meu amor por você!"
EU TE AMO!
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