Esperança, paciência e persistência: talvez essas sejam algumas das principais coisas capazes de concretizar o progresso. A cada segundo, o planeta gira mais um pouco. Borboletas batem as asas. Como Heráclito já dizia, "ninguém se banha duas vezes nas águas do mesmo rio"; tudo se encontra em constante mudança.
Mas a que se deve essa mudança?
À persistência e paciência da borboleta na luta contra o casulo que antes a protegia. À esperança que ela tem de um dia poder voar; de fazer tudo o que tem direito durante as vinte e quatro horas que lhe são dadas para viver. Encontrar um parceiro, acasalar... pôr ovos! Carregar a responsabilidade de perpetuar a sua espécie.
Tudo o que a borboleta pode fazer em um único dia, nós, seres humanos, podemos fazer num período muito maior. Errar, errar de novo, e mais um pouco, até acertar. Perseguir um sonho, correr atrás dele por aí, pisando ora em solos rochosos e pontiagudos, ora a grama.
Podemos parar à beira de uma cachoeira, dar um mergulho e revigorar a energia das nossas esperanças. Colher maçãs, sorrir com as pessoas que amamos, beijá-las o máximo que conseguirmos, e seguir em frente. Saber, quando a fadiga chegar, que mais adiante encontraremos outra cachoeira, e que, talvez, esta traga com ela a presença das mesmas pessoas que antes estavam conosco; que sempre vão estar.
Não só os seus aniversários, mas todos os dias são especiais. Ruins ou bons, todos colaboram para o seu crescimento como pessoa. Como pessoa humana. Às vezes faz bem pegar todos esses dias acumulados de qualquer jeito no canto do seu quarto, sentar no cantinho da cama para relê-los, arrumá-los na ordem certa e guardá-los na mochila que vai te acompanhar por toda a vida: a sua consciência.
Finalmente, façamos um brinde àquela borboleta que um dia saiu do casulo!
Um brinde a você.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
A mulher brasileira que foi heroína na época do nazismo
Texto integralmente copiado. Muito interessante! É sobre a mulher do escritor Guimarães Rosa, que salvou mais ou menos 100 famílias das garras do nazismo.
Endereço da fonte:
http://palomap.blogspot.com/2008/03/mulher-que-driblou-o-nazismo.html
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa é a única mulher brasileira cujo nome é citado no Museu do Holocausto.
Fabiana Caso - Jornal "O Estado de São Paulo"
Em plena era nazista, imagine uma mulher linda, de tipo físico latino, com forte apelo sensual, que passava zunindo em seu veículo pelas ruas de Hamburgo, na Alemanha. Os guardas paravam o carro, mas ficavam boquiabertos com a figura altiva que saía de dentro dele, falando um alemão perfeito e sem sotaque. Inertes, constatavam, então, que ela era funcionária consular, com imunidade garantida. Mal sabiam que, por vezes, ela transportava judeus - para os quais conseguia vistos de entrada no Brasil e até mesmo o navio em que embarcariam.
Não bastassem essas proezas, Aracy de Carvalho foi casada com um dos maiores escritores brasileiros: João Guimarães Rosa. No próximo mês, ela completa 100 anos de vida - assim como faria o escritor. Mora na capital paulista com seu filho, o advogado especializado em Direito Corporativo e Internacional, Eduardo Carvalho Tess, e a nora Beatriz Carvalho Tess. Tem quatro netos e oito bisnetos.
Até os 90 anos, ela morava sozinha no apartamento que dividiu com o marido no Rio de Janeiro, mas, há cerca de sete anos, sofre do Mal de Alzheimer. Por uma ironia do destino, alguém com tanto para contar já não fala, não anda e reconhece o filho apenas algumas vezes. Mas sua memória ficará viva: no momento, duas pesquisadoras estão finalizando uma biografia que vai contar a fascinante história de dona Aracy, enquanto outras brasileiras estão executando pesquisas na Alemanha para um documentário sobre o tema.
Pioneira em todos os aspectos, Aracy é filha de mãe alemã e pai brasileiro. Nasceu em Rio Negro, no Paraná, mas se criou em São Paulo. Como as moças da época, casou-se cedo, com o alemão Johannes Edward Ludwig Tess, com quem teve o filho Eduardo. Mas, insatisfeita, optou pelo desquite e emigrou para a Alemanha. “Um dos motivos foi o clima não muito favorável para uma mulher desquitada no Brasil”, conta o filho Eduardo. “Meu pai era alemão, um tipo nórdico, e minha mãe tinha personalidade muito latina.”
Com o filho de 5 anos, ela aportou na Alemanha em 1934 e foi morar com uma tia em Hamburgo. Como falava fluentemente alemão, francês e inglês, conseguiu um emprego como chefe de vistos no Consulado do Brasil naquela cidade. Logo o regime nazista e a perseguição aos judeus passaram a revoltar Aracy, especialmente depois da chamada Noite dos Cristais - um atentado às sinagogas, comércios e aos próprios judeus, em 1938. Eduardo lembra de ter visto as vidraças quebradas do comércio judaico.
Foi no Consulado que Aracy conheceu o então diplomata João Guimarães Rosa, que tinha o cargo de vice-cônsul. Na época, a Alemanha vivia um racionamento de comida e, aos semitas, era dada uma quantidade menor de alimentos. Aracy passou a alimentá-los com a cota extra que recebia no Consulado: ia de casa em casa distribuindo comida. Dizem que Guimarães Rosa a acompanhava nessas distribuições, mesmo morrendo de medo pelo que poderia acontecer com sua mulher.
Ela foi bem mais longe. Como a entrada dos judeus estava proibida no Brasil pelas leis do Estado Novo, conseguiu vistos para cerca de 100 famílias, segundo as contas de seu filho. A partir de 1937, obtinha atestados de residência para os judeus em Hamburgo e, assim, conseguia a emissão de passaportes sem o J de identificação. Colocava-os em meio à papelada para o cônsul assinar, sem levantar suspeitas.
Eduardo era pequeno na época e, por questões de segurança, foi enviado de volta para morar com a avó em São Paulo - o próprio governo alemão começou a evacuar as crianças por causa dos bombardeios. Mas, segundo contaram ao filho, nessa bonita missão protetora, sua mãe teve o auxílio de um instrutor da auto-escola onde aprendeu a dirigir, que também era policial. “Dizem que era ele que conseguia os atestados de residência em Hamburgo.” Em uma das homenagens a ela, Aracy disse que fez tudo isso “simplesmente porque somos todos irmãos”, lembram Eduardo e Beatriz. “Ela era guerreira e corajosa, sabia se posicionar”, resume seu filho.
RELATO
Uma das pessoas salvas por dona Aracy também vai completar 100 anos em novembro. Ela se chama Maria Margareth Bertel Levy (depois que seu nome polonês foi trocado no passaporte) e hoje vive no mesmo bairro que dona Aracy. Lúcida e meiga, fala com carinho sobre a benfeitora, de quem acabou se tornando uma amiga para toda a vida. “Fui pedir um visto para entrar no Brasil no Consulado e conheci Aracy. Foi amor à primeira vista.”
Naquela época, em Hamburgo, o marido de Margareth estava escondido em um lugar que apenas ela sabia. No dia em que ele deveria embarcar no navio, Aracy deixou o seu carro com placa consular na porta do prédio de Margareth, para ela ir pegá-lo, caso houvesse qualquer imprevisto. “Ela guardou minhas jóias em sua casa e nos acompanhou até o camarote do navio. Lá, escondeu o saquinho com as jóias na descarga do banheiro. E só desceu quando já estavam retirando a ponte”, lembra. Margareth conseguiu retomar o contato com Aracy porque tinha o endereço da mãe dela, Sida Mobius de Carvalho (que faleceu aos 104 anos).
Entusiasmada, a amiga lembra de outra família “salva”, que não falava uma palavra sequer de português. “Quando foram embarcar para o Brasil, Aracy deu a eles o endereço da tia dela em São Paulo, que falava alemão. Acho que ficaram até devendo dinheiro para ela”, fala. “Ela era um anjo. Uma mulher linda e sensual que só queria fazer o bem para as pessoas em apuros.” Depois de décadas trabalhando com o marido, que era dentista, Margareth ficou viúva há cerca de 20 anos. Não tem filhos, mas a família de Aracy continua cuidando dela até hoje: Eduardo e Beatriz fazem visitas diárias.
Pelo seu feito, Aracy é a única mulher brasileira que tem o nome no Museu do Holocausto, em Jerusalém. Lá, há uma árvore plantada em sua homenagem no chamado Jardim dos Justos, onde são citados outros protetores famosos, como Oskar Schindler. O rabino da Congregação Israelita Paulista (CIP), Michel Schlesinger, que esteve no Museu há pouco tempo, comenta: “Aracy foi uma dessas pessoas que não silenciaram diante do regime nazista, que sentiram que tinham uma missão e colocaram a própria segurança em segundo lugar para que os semitas fossem salvos. É admirável, porque ignorou a proibição. A coisa mais fácil era deixar passar.”
AMOR NA TERRA NATAL
Aracy voltou ao Brasil com Guimarães Rosa em 1942, depois de um tempo em Baden Baden, onde viveram com as porções racionadas de comida e sem calefação. Casaram-se por procuração no México - as leis brasileiras não permitiam o casamento de dois desquitados. Em terra natal, Aracy abriu mão da carreira diplomática por causa do amor a seu Joãozinho, apelido carinhoso pelo qual chamava o escritor. Era proibido que duas pessoas casadas trabalhassem na mesma embaixada.
Depois do período em que o escritor trabalhou na embaixada de Bogotá, na Colômbia, os dois foram para o Rio de Janeiro, onde passaram a maior parte da vida, rodeados por muitos cachorros e gatos. A família conta que Aracy ficava sentada ao lado de Guimarães enquanto ele escrevia - invariavelmente, lia trechos para ela. “Minha mãe dava palpites e sugestões”, diz Eduardo. Não foi à toa que ele deu Grande Sertão: Veredas para a mulher, com a seguinte frase: “À Ara - minha mulher, muito amada, minha companheira para sempre - com a vida e o carinho do seu Joãozinho”.
Nos anos sombrios da ditadura militar, Aracy voltou a praticar sua solidariedade. Com Guimarães, ajudou o amigo do casal Franklin de Oliveira a se exilar. Já viúva, ficou sabendo que o compositor Geraldo Vandré estava sendo procurado e o escondeu em seu apartamento por quase três meses. Eduardo lembra dessa época. “Tínhamos medo de que as crianças acabassem entregando.” Vandré ainda ficou escondido na casa da mãe de Aracy, Syda, em São Paulo, antes de cruzar fronteiras.
A linda história de Aracy encantou a então pesquisadora do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo (USP), Neuma Cavalcante. Ela era responsável pelo acervo de Guimarães Rosa, mas ficou intrigada com essa mulher, para quem tinha dado o livro Grande Sertão: Veredas. Quando descobriu que protegera os judeus no nazismo, resolveu escrever uma biografia sua, juntamente com a professora licenciada da USP, Elza Mine. "Quando Grande Sertão foi traduzido para o francês, Guimarães escreveu para o tradutor, dizendo que não tinha dedicado o livro, mas dado para Aracy."
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
A Folha de Papel
Olhando pela janela do meu apartamento arrojado, eu via a realidade atravessar as minhas entranhas como um arpão afiado. A minha mão delicada e as minhas unhas bem pintadas contrastavam com a realidade daquele jovem franzino, que, todos os dias, olhava para o céu, com um lápis e um papel em mãos, sentado nas escadas desgastadas da casa onde morava. Nas noites estreladas, ele ficava do lado de fora por horas a fio. Nas noites de chuva, ele saía, mesmo que sem papel, molhava o corpo coberto por roupas sujas e sentava, por um curto período de tempo, naquele mesmo lugar.
Há uma semana, eu via aquela mesma cena. Desde a primeira vez que resolvi sair do meu casulo. Eu, definitivamente, estava virando uma claustrofóbica por estar dentro dele. Uma metódica insuportável. Eu calçava o meu tênis importado e saía para correr todos os dias. Minha dieta era impecável e o meu corpo, escultural, aos cinqüenta e seis anos de idade. Meus filhos, já formados, vinham me visitar periodicamente. Eu achava que eu vivia bem; estava cuidando do meu corpo, do meu status social, da minha família... mas algo me faltava.
Percebi isso sete dias atrás, no momento em que cheguei de um jantar comemorativo e resolvi olhar pela janela. Para observar o céu, e só. Foi então que uma figura me chamou a atenção: um menino manco andava a passos largos pela rua deserta, e segurava algo entre suas mãos e seu corpo. Chuviscava. Acompanhei a cena de cima, observando-o subir as escadas que o levariam para casa. Antes de entrar, porém, ele parou, olhou para cima e levantou o objeto que levava com ele, como que para mostrar a alguém que não podia ver. Era um papel. Virou-se e, não antes de tirar as sandálias de borracha, finalmente se recolheu.
Voltando das lembranças ao presente, me concentrei novamente na rua em que o menino estava. Fixei o olhar naquele rapaz. Era jovem, devia ter os seus dezesseis anos. Minha curiosidade crescia: um papel. Podia ser qualquer coisa.
Mas o que me impedia de saciar essa curiosidade? Era a rua deserta. Era o escuro. Era o desconhecido. Nunca fui de me arriscar, confesso; mas eu precisava daquilo, por uma noite e só.
Peguei o meu agasalho e as minhas chaves, calcei as sandálias e desci o elevador. Já no portão do prédio, as minhas mãos suavam, e o meu sangue pulsava forte. Olhei em direção à guarita, de onde o porteiro, sereno, me encarava. Pedi para que abrisse o portão, e foi o que ele fez. Puxei o ferro frio e, em um instante, lá eu estava: na rua. Andei o mais rápido que pude em direção àquele garoto. Eu mesma achava que, depois dali, o meu destino seria um hospício; ninguém sai uma hora dessas, no mundo de hoje, para saciar uma curiosidade sobre um desconhecido. É, eu estava louca. Mas não liguei.
Localizei as escadas que eu tanto observara. No topo, estava o rapaz que me fez enlouquecer. Enquanto eu subia, o menino perdeu a concentração no que fazia e me encarou. Ofegante, eu o observei. Não deixei de perceber o olhar curioso que ele me lançava. Curiosidade. Nós éramos parecidos em um aspecto, afinal.
Analisei mais criteriosamente as suas mãos. Segurava o tal papel em uma e um lápis em outra, como sempre. Pensei se este era o mesmo papel que eu vi na primeira noite. Rompi o silêncio.
- Boa noite, rapaz. Sei que não me conhece. Já eu, te conheço há uma semana. Moro aqui por perto, e vi o dia em que você ganhou uma folha de papel. Este pareceu ser um dia particularmente feliz da sua vida. Eu confesso que vim buscar um pouco dessa felicidade.
Sobressaltado, ele levantou.
- A senhora não devia estar aqui. Já tá tarde.
Sob a luz, consegui enxergar alguns rabiscos sob a folha.
- Por favor, me perdoe a indiscrição, meu jovem. Sei que é ridículo, mas... por que um pedaço de papel te faria tão feliz? As pessoas normalmente não se satisfazem com tão pouco.
O jovem olhou para as próprias mãos. Surpreso, olhou de volta para mim.
- Minha senhora, eu não sei o que é indiscrição. Mas quero aprender. Prometi pra minha vó que eu seria gente na vida. Gente que nem esse povo inteligente que eu vejo na televisão quando eu vou pra a casa da minha tia, sabe? É, a minha tia tá feliz com essa televisão. Economizou um tanto de meses aí. Pra ela, isso é muita coisa. Mesmo que pra muita gente, não seja.
Ele pausou por um momento. Olhou para o céu e apontou uma estrela.
- Aquela ali é a minha vó. Ela me deu um lápis antes de morrer. Desde que isso aconteceu, eu procuro um pedaço de papel. Eu achei, e agora copio nele todos os pôsteres que aparecem naquele troço ali.
Segui o seu olhar. Não era um pôster. Não era um troço. Era um outdoor iluminado, bem perto de onde nós estávamos.
Voltei o meu olhar para ele. Emocionada e com um sorriso no rosto, notei que o medo da rua, do escuro ou do desconhecido que eu tinha já não existia mais.
Tamara Saba Schriek, 08/08/2011
sexta-feira, 30 de abril de 2010
A Musicalidade da Vida.

Como os vários gêneros musicais existentes em todos os quatro cantos do mundo, ou como uma canção nunca antes ouvida, a vida é indefinível e imprevisível. Numa fração de segundo, todas as conquistas já feitas podem ser perdidas. Como a água que escorre por entre os dedos quando encontra um espaço aberto, amigos, parentes e amores se vão... e os motivos nem sempre são compreensíveis. Por outro lado, a mesma vida que fecha algumas portas, abre outras. Um mero sorriso. Um olhar. Ou nada além de uma mão no ombro e um colo que permita que uma enxurrada de sentimentos escondidos nos mais profundos cantos da alma se esvaia sem interrupção.
Mesmo que não se façam notar, as coisas mais simples são os maiores presentes que o homem pode receber. É por isso que os olhos são as janelas da alma, gargalhadas aliviam o estresse... e o silêncio, quando compartilhado com pessoas essenciais na sua vida, traduz tudo o que não é dito.
Tamara Saba.
:)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Lugar simples e tranqüilo para passar o Ano Novo... :)

Comecei a arrumar a mala hoje; vou para Conde (Linha Verde, Salvador Bahia) dia 30. Se pensou numa pousadinha bem simples, de frente para o mar, com café da manhã e jantar inclusos, pensou certo! Foi amor à primeira vista, e assim que minha mãe pousou os pés naquele lugar, quis se hospedar ali. E quer saber? Eu também. AMEI. E convenhamos: nada substitui o ato de pular as velhas sete ondinhas no Ano Novo.
Depois de ler "O Diário de Anne Frank", comecei "O Órfão de Hitler". É uma história FANTÁSTICA, pra quem gosta de saber o que aconteceu nas Grandes Guerras. O livro fala sobre um menino polonês chamado Piotr (que mais tarde tem o seu nome alterado e passa a se chamar Peter). Ele tem sua família morta por soldados soviéticos e alemães durante a invasão do seu país. Depois, por ter olhos azuis e cabelos louros (ou seja, por ser um "tipo ariano ideal"), é mandado para uma família alemã que mora em Berlim, para que seja transformado em um verdadeiro nazista. O garoto usa o coração e o cérebro para tomar a decisão mais importante da sua vida: colaborar ou não com a manutenção realidade que o cerca? Além da capa bem elaborada e bastante sugestiva, a obra é MARAVILHOSAMENTE bem escrita, e as críticas dizem que o autor retrata muito bem a realidade da população da época. É muito massa.
E agora, vou ler "A Menina Que Roubava Livros". Dizem por aí que a história é muito boa. HAAH! Agora que eu tô de férias, é um livro atrás do outro. Pena que vou ter que diminuir o ritmo quando começar o ano letivo... terceiro ano não é mole! :P
Feliz Ano Novo! (pela segunda vez... mas quanto mais, melhor! :D)
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
O Tempo


São muitas as faces do tempo. Ele é tão imprevisível quanto é previsível. Dá pra saber que dia da semana é hoje ou qual a data de amanhã, dá pra marcar compromissos para a semana que vem... mas não dá pra saber se realmente vai dar para estar presente no lugar ou na hora marcada. "Só o tempo dirá", literalmente. A última palavra é dele: um segundo faz toda a diferença. Voltou para pegar o guarda-chuva e perdeu aquele ônibus? Talvez ele exploda ou bata em outro carro lá na frente. Talvez não seja mesmo a sua hora. Quem vai saber?
Quantas vezes os planos se alteram, sentimentos mudam? Flores afloram e murcham, sem nenhuma explicação aparente. É o ciclo da natureza... que leva o bom e velho tempo como tempero.
O relógio vai girando, os dias vão passando... e BOOM! Amanhã é véspera de Natal. E logo o natal do ano que vem estará batendo na porta.
Mas o que importa mesmo é ver que o ano que passou foi bem aproveitado, que os bons momentos foram cuidadosamente saboreados, e que cada instante ruim valeu a pena: é deles que se tiram as melhores lições.
Eeee... um feliz Natal! E, como eu não sei se ainda vou escrever antes do Réveillon, um ótimo Ano Novo também. :)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Assistindo "Three Rivers"


"Three Rivers" é um novo seriado sobre casos de transplantes que são mostrados por três pontos de vista diferentes: a da família do receptor, a do doador, e a dos médicos.
Meuu Deus, é emocionante. Parece ser um daqueles seriados em que você não consegue tirar o olho da tela (é, eu tô escrevendo no intervalos... hahah)! Tem um cara querendo um transplante de coração, mas não acha doador. Tem também uma ginasta que tomou muitos analgésicos (tipo uns 10 em dois dias... que maluca, isso é o dobro do que o corpo normalmente agüenta!) porque tinha quebrado duas costelas e acabou tendo insuficiência hepática. Ah, e ainda tem um menino que tava no parque de diversões com a mãe e foi atingido por um carrinho "voador". Na verdade, uma daquelas xícaras que rodam saiu voando e acabou em cima dele. Tadinho!
Tá no final! o menino do parque conseguiu sobreviver, o do coração conseguiu um dispositivo que vai mantê-lo vivo e a atleta conseguiu um transplante de fígado (do pai dela). Êa, todo mundo feliz. :)
Gostei. Vou voltar a ver, quando puder.
Bomm... hoje fui pro cinema com a galera, e assisti "Julie & Julia". O filme foi muito engraçado, mas eu não gostei do final. Como é baseado em duas histórias reais, relevei: uma vida só termina quando a morte vem (e olhe lá, pra quem acredita em vida após a morte como eu) ... ;)
Sinopse:
"A história real de Julie Powell (Amy Adams) que decide cozinhar, em um ano, as 524 receitas da renomada cozinheira Julia Child (Meryl Streep), do livro Mastering the Art of French Cooking (1961), e narrar suas experiências em um blog."
Eita, perdi a hora... já é uma e quarenta da manhã!
Boa noite, beijos e fui!
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